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FLATOS QUE MATAM - A Teoria do Caos Revisada



Curtir alguns dias na praia me traz muitas lembranças. Há uns 15 anos atrás conheci Insanus na faculdade. Estávamos iniciando o curso. Muita aula, festa e cerveja depois nos tornamos grandes amigos. O apelido de Insanus vem dessa época. Muito doido mesmo. Extremamente ativo, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, cheio de ideais... Queria conquistar o mundo. Acabou conquistado! O mundo, a política, o futebol e as pessoas, principalmente, tornaram-no cético e desesperançoso. Um homem de poucos sorrisos. Mas vamos ao que interessa.

Era verão. Estávamos entrando nas gélidas águas do atlântico sul em Tramandaí. Parece que o pólo sul é aqui... Insanus, com água pelas canelas, curvou o corpo para frente os braços estendidos paralelos ao corpo mergulhando as mãos até os pulsos dentro da água, na tentativa de se acostumar à temperatura mais baixa.

- Fui eu!!! - disse ele de súbito de forma lacônica, tornando a colocar as mãos na água com rispidez.

"Foi ele o que?" pensei. De que diabos ele está falando? Uma onda mais forte atingiu minhas pernas de forma inesperada respingando água pelo meu corpo e gelando todo o meu ser.

- Fui eu! Definitivamente, fui eu! - repetiu enquanto, com as mãos em concha, trazia água até o rosto. Virou-se para mim e segurando rudemente o meu pulso sentenciou:

- Fui eu e já não posso conviver com isso! - olhou-me olhos nos olhos, barba por fazer, olhos aflitos. Água escorrendo do rosto, descendo até o queixo e pingando de volta ao mar. Fitou-me ainda por uns instantes e abruptamente atirou-se às ondas.

"Mas esse louco tenciona se matar?" pensei comigo, um tanto aflito. Do local que ele mergulhara subiam pequenas bolhas. Olhei em volta em certo desespero como que querendo pedir ajuda. Ninguém por perto. Voltei-me em direção à praia com o intuito de chamar os salva-vidas. Com o grito de socorro prestes a sair da garganta, um farfalhar na água às minhas costas chama a minha atenção. Das profundezas do mar, tal qual Netuno (se este tivesse uma barriguinha saliente e usasse sunga) surge o nosso herói.

- Sou o culpado por todas aquelas vítimas! - disse, ao mesmo tempo que sacudia a cabeleira esborrifando água.

- Se ao menos eu pudesse me controlar! - disse em tom pesaroso.

"Cada vez mais louco. Será que depois de velho deu pra usar drogas?" pensei. E enquanto me encontrava nesses devaneios Insanus pegou-me pelo braço conduzindo-me para fora da água até onde estava o nosso guarda-sol.

- Tenho que dividir esse segredo com alguém - disse olhando desconfiado para os lados, certificando-se que mais ninguém nos escutava.

- Vai ter que prometer manter segredo! Promete? - perguntou ansiosamente.

Não me restava outra alternativa senão concordar, antes que a curiosidade matasse o gato...

- Prometo! - disse solenemente.

- Há algum tempo atrás li um artigo em uma revista que chamou a minha atenção. Era sobre a "Teoria do caos", algo sobre uma borboleta bater asas na Amazônia e provocar um tufão no outro lado do planeta. - explicou pausadamente, olhos fixos em mim como que tentando adivinhar o que eu estava pensando.

- Desde então tenho me dedicado a estudar o assunto e a fazer algumas conjecturas e algumas experiências. Esse tema tornou-se uma obsessão para mim... - nem bem terminou de falar fitou o horizonte e ficou uns instantes pensativo, como que aguardando um comentário meu. Como eu nada falasse, continuou:

- Acho que matei todos eles...

Nada respondi. Apenas um olhar interrogador estimulando-o a continuar.

- Tentei fazer as experiências de forma científica e controlada, mas acho que acabei me empolgando e não deu para segurar. - disse em um tom desesperado denotando aflição.

- Culpa da feijoada! - cuspiu as palavras como que querendo se livrar delas.

"Agora enlouqueceu de vez" pensei. E ele continuou:

- No final do ano passado eu estava no mar fazendo xixi, pois já tinha tomado várias latinhas de cerveja. Como não tinha ninguém por perto e estava meio apertado, soltei um forte e sonoro peido embaixo da água. Enquanto observava as bolhas subirem comecei a sentir uma sensação estranha, um sentimento de culpa apoderou-se de mim. Com um aperto no coração saí da água e fui para casa. Só mais tarde, vendo o noticiário na TV é que tive noção do que eu havia feito, das conseqüências do meu ato impensado.

Eu ia tecer um comentário, mas ele não me deu chance de falar e continuou falando. Nada poderia deter o seu desabafo agora.

- Olhando as imagens impressionantes do tsunami ocorrido naquele dia tive a certeza do meu peido ter sido responsável por aquela onda gigantesca. O aperto no coração que senti naquele momento acabou com as últimas dúvidas que eu poderia ter!

- Fui eu!!!! Eu e esses meus gases homicidas! Sou um assassino. Responsável por uma catástrofe.

Ditas essas derradeiras palavras, pegou uma latinha de cerveja no isopor, abrindo-a em seguida com estardalhaço, passou a beber em silêncio, rosto voltado para o mar percustrando o horizonte distante...

Por essas e outras que eu bebo...

PS: no mínimo o terremoto na Haiti foi provocado por um arroto dele. Tenho até medo de perguntar...

O SEXO E O FUTEBOL: NO QUE SE PARECEM?

Depois de mais de quinze dias de férias num período de total ócio não criativo, com tempo apenas para praia, caipira e muitas mulheres (Neca, Mari, Duda, Bibi,...) resolvi postar este texto que copiei do orkut do Christian, meu primo...
Não duvido que tenha sido escrito por Insanus...
Estamos de volta... Abração...
And,
Keep Walking!!!!



No futebol, como no sexo, as pessoas suam ao mesmo tempo, avançam e recuam, quase sempre vão pelo meio, mas também caem para um lado ou para o outro, e às vezes há um deslocamento. Nos dois é importantíssimo ter jogo de cintura.

No sexo, como no futebol, muitas vezes acontece um cotovelaço no olho sem querer, ou um desentendimento que acaba em expulsão. Aí um vai para o chuveiro mais cedo.

Dizem que a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo, e no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa.

Também dizem que uma das diferenças entre o futebol e o sexo é a diferença entre camiseta e camisinha. Mas a camisinha, como a camiseta, não distingue, ela tanto pode vestir um craque como um medíocre.



No sexo, como no futebol, você amacia no peito, bota no chão, cadencia, e tem que ter uma explicação pronta na saída para o caso de não dar certo.

No futebol, como no sexo, tem gente que se benze antes de entrar e sempre sai ofegante.

No sexo, como no futebol, tem o feijão com arroz, mas também tem o requintado, a firula e o lance de efeito. E, claro o lençol.

No sexo também tem gente que vai direto no calcanhar.

E tanto no sexo quanto no futebol o som que mais se ouve é aquele “uuu”.

No fim sexo e futebol só são diferentes, mesmo, em duas coisas. No futebol não pode usar as mãos. E o sexo, graças a Deus, não é organizado pela CBF.

Mulher se conhece no banheiro!! - Insanus em Santa...

Como é de praxe para nós gaúchos fui para o nosso litoral um dia depois do natal.
Carro lotado, estrada cheia, crianças perturbando no carro...
O Gabriel se recusou de forma peremptoriamente a ir amordaçado!!!
Vê se pode!
Onde fica o respeito com os pais...
Coloquei na caçamba...
Mas isso é uma outra história...
Chegando lá acabei emendando com o feriado do ano-novo...
Muito sol, caipira e mulher pelada (essa foi a hora em que eu acordei...)
Tirando o sol e mulher pelada sobrou a caipira...
Em uma de nossas saídas, depois de colocar a galerinha pra dormir, fomos tomar uns chopinhos e beliscar uns petiscos.
Mesa na rua, noite quente, chopp gelado, amigos reunidos e boa conversa jogada fora!
Depois do terceiro copo Tramandaí já tinha virado Punta!
Insanus chegou mais tarde, quase madrugada.
Tinha chegado hoje de Garopaba.
"Natal com os amigos", "maior indiada", comentou ele.
Entra batatinha, sai batatinha...
Uma casquinha de siri...
Violinha frita...
E o papo cada vez mais animado.
Insanus já pra lá de Bagdá...
Barba por fazer (acho que mais de uma semana), uma farofinha no canto da boca...
Olhos levemente injetados...
Perguntei a ele porque não ficara em Santa até terminar o feriado.
- Em banheiro comunitário não se caga impunemente!! - foi a resposta dele.
Todos na mesa se entreolharam.
Me fiz de desentendido.
- Como assim?
Insanus deu uma longa suspirada e pediu mais um chopp para o garçom.
Acendeu um charuto.
- Um banheiro para mais de dez pessoas! - disse entre baforadas para o teto.
- Estava de olho em uma loirinha que estava junto na casa. Meio burrinha mas bem agradável - disse colocando o charuto na boca. Continuou algumas baforadas depois:
- Conversa vai, conversa vem, foi pintando um clima, alguns amassos mais fortes e ela decidiu ir ao banheiro.
- E eu como já tinha tomado todas esperei ela voltar e fui também. - disse ele se mexendo todo na cadeira como se a lembrança lhe incomodasse.
Um olhar de pavor estampado no rosto.
Parou para tomar fôlego e limpar o suor da testa.
Virou o copo de chopp numa talagada só e pediu para o garçom trazer outro.
Apagou o charuto no cinzeiro e continuou.
- Foi terrível pessoal - disse em tom solene e emocionado.
- A cena, mesmo passado alguns dias, ainda não me sai da cabeça!!
Balança a cabeça negativamente e toma mais uns goles para ter coragem para continuar.
- Uma loirinha tão bonitinha, um corpinho mignon perfeito, seios durinhos, pele dourada, cabelos esvoaçantes...
O brilho nos olhos dele seriam lágrimas?
Mais uma suspirada e continuou:
- Terrível! Nem em meus piores pesadelos tive tanto horror com a cena que presenciei!
- Boiando no vaso sanitário um enorme cagalhão. Volumoso e petulante. Metade submerso. Nunca antes na história desse pais se viu algo tão grande...
- Não vou nem comentar o mau cheiro porque me é penoso lembrar...
Lagrimas agora copiosas rolavam pela face de Insanus que estava deveras emocionado.
- Como uma coisa tão monstruosa pode sair de um corpinho tão meigo? disse soluçando.
- E ela com uma carinha toda inocente quando voltei do banheiro.
Brochei...



- Virei as costas, saí correndo, peguei o primeiro ônibus e aqui estou!!!
Ninguém falou mais nada o resto da noite.
Estavamos todos comovidos e cúmplices com os sentimentos de Insanus.
Ao ser carregado para casa Insanus ainda balbuciou algumas sábias palavras antes de cair no sono:
"Mulher se conhece no banheiro... "

É meus amigos!
Se vocês acham que encontraram a mulher da vida de vocês, primeiro a levem ao banheiro...
Por trás de um rostinho bonito pode estar um grande cagalhão...
Quem vê cara não vê....

PS: Seguindo o amigo Lula que está em busca dos 1000 blogs, criei mais um!
Aproveitem para dar uma espiadinha...

http://theblogsports.blogspot.com/

Enigmas de um Copo de Cerveja

Vem chegando o verão, época de retornarmos com mais força ao nosso litoral de águas quentes e cristalinas...
Época de tirar o mofo do guarda-sol e das cadeiras de praia.
Época de refazer o estoque de protetor solar fator "150".
Esta semana, em um happy hour na "calçada da fama", entre o consumo de iscas de filé e vários copos de chopp, meu amigo Insanus deu mais mostras de seu grande poder de observação.
Após sorver, de bate-pronto, um copo de chopp geladíssimo, Insanus estalou os lábios depositando o copo na mesa, com algum barulho, o que chamou a atenção dos clientes das mesas vizinhas.
Ficou nos encarando por alguns instantes com aquele seu famoso olhar enigmático.
Olhar esse que sempre antecede grandes revelações.
- É um dos grandes enigmas da humanidade! - disse ele em tom pensativo, os olhos agora fitando o infinito.
- É um dos grandes o quê? - perguntei enquanto passava uma lasca de filé na farofa e levava à boca.
- Um dos grandes enigmas da humanidade! - repetiu ele, olhando a bunda da garçonete que passava.
- Nessa época de veraneio fico intrigado com várias coisas. - continuou ele.
- Uma delas é a questão do uso de cadeiras e guarda-sol pelos banhistas. Em qualquer praia ou piscina que eu vou atraio todo tipo de pessoas que sentam na minha cadeira, usam a sombra do meu guarda-sol. Chegam, parece, vindos do nada e trazendo nada nas mãos... Vêm e se acampam em minhas coisas. Sentam no meu lugar, pegam a minha sombra e não tem hora para sair... - disse em tom resignado com um olhar um tanto melancólico, ficando em silêncio após.
Permaneceu em silêncio secando as gotas de água que condensaram no copo recém trazido pelo garçom. Minúsculas bolhas de gás a subir do fundo do copo, até se encontrarem com o tradicional colarinho branco onde micro explosões libertavam o seu conteúdo para a atmosfera..
O líquido precioso, de cor amarelo-ouro parecia ter brilho próprio.
A garçonete passou mais uma vez, mais rebolante e provocante ainda.
O movimento dos quadris parecia afetar Insanus que, praticamente de um gole só, tomou o chopp inteiro.
Levantou-se de súbito, com as bochechas coradas, o nariz vermelho, e sem falar nada dirigiu-se ao banheiro. Os diversos chopps tomados faziam o seu efeito...
Ao fundo, atrás do balcão do bar, um pouco mais afastado, meus olhos deparam-se com meu amigo Barman, que abana em minha direção. Retribuo o aceno e levanto o copo quase vazio em um brinde ao amigo...
Nesse exato momento uma bela mulher de cabelos claros e brilhantes como ouro e pernas compridas como uma gazela, senta-se ao meu lado, no lugar antes ocupado por Insanus.
Olho sorrindo para o Barman, que retribuindo o sorriso, chega trazendo um novo copo de chopp e dizendo:
... um grande enigma para a humanidade...
Tenho que concordar com o Insanus. Essas pessoas chegam do nada, trazendo nada e sentam-se no lugar da gente. "Parece a Michele Pfiffer, e a Michele Pfiffer pooooode", penso enquanto tomo o chopp em pequenos goles. O cérebro a imaginar mil coisas...
O chopp vai fazendo seu efeito...

PS: nada como uma foto roubada de um blog amigo...
Hehehe.
Abraços aos "Barmans" da nossa vida...